Golpistas esvaziam contas do auxílio emergencial em Feira de Santana


Várias queixas foram prestadas desde segunda-feira (1) no Complexo Investigador Bandeira, bairro Jomafa, de golpes aplicados em contas de trabalhadores beneficiados com o auxílio emergencial do Governo Federal, em Feira de Santana.

A partir do depósito em contas usadas apenas para pagamento de contas, de boletos e compras por meio do cartão de débito virtual, moradores do município tem descoberto que golpistas tiveram acesso às contas e utilizaram todo o dinheiro depositado.
Fidélis Caetano da Silva, morador do Feira X, contou que seu benefício de R$ 600 estava na conta desde o dia 21 de maio e descobriu que três dias depois o dinheiro desapareceu.

“Hoje eu fui ver se tava o dinheiro, lá conta, nada, aí fui na Caixa Econômica e a moça disse que ‘fizeram compra no seu cartão, no mercado pago e tiraram todo’, os seiscentos reais”, relatou. Ainda de acordo com ele, a funcionária da Caixa o orientou a prestar queixa.

O trabalhador lamentou o roubo, disse que tem filho pequeno e utilizaria o dinheiro para comprar o gás, pois está cozinhando com lenha.

A desempregada Maridalva Constantino, moradora do bairro Rua Nova, também esteve na delegacia para se queixar do mesmo golpe.

“A primeira parcela eu saquei normal, caiu na minha conta, e na segunda, quando fui retirar ontem, disseram que tinham sacado no caixa eletrônico”, contou. Ela teme que além do dinheiro sacado, utilizem seus dados para aplicar outros golpes.O camelô Pedro Roberto da Silva, morador do bairro Jardim Cruzeiro, informou que sacou a primeira parcela, sem problema, mas, quando foi em busca da segunda parcela do benefício teve uma desagradável surpresa.

“Eu fui hoje ao banco, pegar o dinheiro de maio, a segunda parcela, e quando fui ao banco a mulher disse que o dinheiro foi depositado e retiraram, compraram no mercado pago”, disse.

As queixas foram prestadas e serão investigadas pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR).

Blog Central de Polícia, com informações e fotos de Denivaldo Costa.

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