Comandante diz que não tem nenhum líder de facção solto em Feira e critica imprensa por divulgar ‘coisas negativas’


De acordo com estatística elaborada pelo Blog Central de Polícia, os meses de março e outubro de 2020, em Feira de Santana, chamaram a atenção pelo mesmo número de homicídios: 44. Os dois meses foram considerados os mais violentos do ano.

Diante dos fatos, o comandante do Comando de Policiamento da Região Leste (CPRL), Coronel Luziel Andrade concedeu entrevista ao programa Ronda Policial, da rádio Subaé e fez questão de frisar que paralelo ao aumento da criminalidade também houve um crescimento no número de armas e drogas apreendidas em Feira de Santana e região. Também falou sobre a presença de facções criminosas no município e teceu críticas à imprensa.

Questionado sobre a existência de grupos rivais que brigam pelo controle de território em Feira de Santana, o comandante do CPRL frisou que não tem nenhum líder de facção, circulando pela cidade.

“Não temos nenhum líder facção solto ou na condição de falecido, que tenha tombado com a PM ou com a Polícia Civil, esse é um fator, nós não temos nenhuma situação, hoje, 42 autos de resistência durante o ano e que alguém esteja acusando a PM de ter sido violenta, arbitrária ou que foi uma situação irregular. A PM não tem bairro nenhum onde não ocupe, isso é fato, agora existe todo o mecanismo do crime organizado tenta o tempo todo estar sempre ganhando terreno ou botando sua forma de trabalhar em movimento”, declarou Luziel.

São Gonçalo dos Campos

Sobre o aumento de eventos criminosos no município de São Gonçalo dos Campos, o coronel enfatiza que pela proximidade do município com Feira de Santana, os criminosos também costumam expandir seu território. “São Gonçalo, hoje, está praticamente ligado a Feira de Santana, então temos uma grande influência do crime de Feira de Santana, muita gente que comete crime aqui se homizia (esconde) na área de São Gonçalo”.

O comandante do CPRL disse durante a entrevista que o aumento da violência não é restrito apenas a Feira de Santana e citou Salvador e sua região metropolitana, outras cidades baianas e até de outros estados, que também enfrentam o mesmo problema. Disse também que as forças de segurança dão a resposta.

“Teve um número elevado de crimes, mas não foi só em Feira de Santana, é geral, e a polícia de Feira de Santana, na medida do possível sempre dá a resposta. O número de apreensão de arma de fogo é maior do que a quantidade de delinquentes que se envolvem nesses crimes e claro que a vida não podemos trazer de volta, quantidade de armas e drogas apreendidas é muito grande, então, a produtividade da polícia é muito grande, a Polícia Civil por sua vez tem identificado vários  autores desses homicídios, tivemos uma situação com uma pessoa do Uber, que foi vítima de homicídio, e o autor foi a óbito em confronto com a polícia, ou seja, a resposta é sempre dada”.

Novas viaturas

Sobre o Conjunto Penal e viaturas para Feira de Santana, o comandante declarou que é preciso uma política específica para a segurança do presídio e disse que as viaturas que virão para a região são para substituir as que já estão rodando. Alega que não podem vir mais viaturas, pois não tem efetivo suficiente para operar esses equipamentos.

“Vamos ter que repor, não adianta somar porque se somar não temos efetivo para botar na rua, eu tenho efetivo pra botar xis viaturas, então o primeiro passo é trocar as viaturas que temos’, informou. Ainda de acordo com o coronel, os distritos ganharão viaturas apropriadas para rodar na zona rural.

Imprensa

Questionado sobre o mesmo número de homicídios registrados nos meses de março e outubro, o comandante do CPRL ressaltou que o problema existe e vem sendo combatido pela polícia, mas frisou que o aumento da violência é um problema de todos e criticou a imprensa, por divulgar imagens e ‘coisas negativas’ do município.

“É um trabalho de todos, temos o objetivo de procurar a paz. Feira de Santana não merece, não é justo estar nas páginas de jornais, sempre postam imagens, fazem questão de botar, até mesmo porque existem as situações, mas existe em outro lugar. O aumento do crime não é só um problema de polícia, é um problema de todos, inclusive da imprensa, porque a gente divulgar coisas negativas e ao mesmo tempo divulgar coisas positivas são duas vertentes, então você tem que se entender que essas vertentes se encontram lá na frente e esse encontro envolve todo mundo’, finalizou.

Blog Central de Polícia, com informações do Ronda Policial (Rádio Subaé) e imagem ilustração/reprodução.

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