Acusado de matar subtenente diz que foi ‘roubar pra fazer dinheiro’ e utilizou pistola da vítima para ‘efetuar mais dois disparos’


Um homem de 19 anos, suspeito de participação no assalto seguido de morte do subtenente da Polícia Militar, Isaque Cerqueira, está custodiado no Complexo de Delegacias, no bairro Sobradinho, em Feira de Santana. Ele foi preso na última segunda-feira (26), durante operação conjunta das polícias Militar e Civil, no bairro George Américo. O subtenente foi morto durante um assalto na zona rural de São Conçalo dos Campos.

http://centraldepolicia.olabahia.com.br/2020/10/25/subtenente-da-pm-e-vitima-de-latrocinio-na-zona-rural-de-sao-goncalo-dos-campos/

Em entrevista concedida ao repórter Carlos Valadares (Jornal Transbrasil), L.B.S, confessou o crime e que atirou contra o policial, chegando a utilizar da própria arma da vítima para deflagrar mais tiros. Ele alegou que na adrenalina provocada durante o assalto não faz ideia de quantos tiros deflagrou contra o subtenente.

“Entramos no local e aí, ele levantou e foi até o carro pegar uma arma. Aí, ele retornou e não deu voz de polícia, eu mês assustei, o resto foi adrenalina. Ele correu e eu fui atirando, a arma disparando e ele caiu, por isso esse tanto de tiros, peguei a pistola que estava com ele e efetuei mais dois disparos”, confessou.

Questionado sobre a motivação do assalto o acusado alegou que pretendia ‘roubar para fazer dinheiro’ e não sabe do paradeiro dos comparsas.

Ele disse ainda que não estava utilizando drogas e alegou a pratica de assaltos por falta de oportunidade e discriminação por sua cor. “Sempre botei isso na minha mente, porque eu sou negro, é bem difícil achar trabalho”, disse o assaltante.

O criminoso contou que começou a cometer assaltos a partir dos 17 anos e alegou que matou para não morrer. “Não matei por maldade, foi pela minha defesa e ele também tentou se defender”, finalizou.

Por força da Lei de Abuso de Autoridade (13.869/2019), proposta pelo então ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, e promulgada pelo Congresso Nacional, entre outros pontos, proíbe a divulgação de nome e imagens de suspeitos por policiais.

Blog Central de Polícia, com informações de Carlos Valadares (Jornal Transbrasil) e imagem reprodução/ilustração.