Cinco mulheres são flagradas tentando entrar no presídio de Feira com drogas nas partes íntimas


Cinco mulheres foram flagradas tentando entrar com drogas introduzidas nas partes íntimas, no Conjunto Penal de Feira de Santana, durante o período de visitas nesta sexta-feira (13). As drogas foram detectadas durante passagem pelo Body Scanner, aparelho de raio x, que visualiza objetos estranhos no corpo da pessoa.

Os flagrantes ocorreram pela manhã e à tarde e as mulheres foram conduzidas para a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), onde foram autuadas em flagrante pelo delegado Matheus Souza.

“Cinco mulheres tentaram adentrar no presídio de Feira de Santana com drogas diversas, em quantidade diversas, tentando levar para seus companheiros, as pessoas que elas estavam indo visitar e foram detectadas através do Body Scanner, que é um mecanismo utilizado, de imagem, que existe no presídio, onde qualquer pessoa com uma corrente, um objeto de metal, qualquer outro objeto diferente do corpo da pessoa, do que eles já estão acostumados a perceber na pessoa humana vão ser detectados, independente ser ferro, ser droga, diferente do padrão normal”, informou Souza.

De acordo com o delegado, foi constatada uma significativa quantidade de drogas e as mulheres introduziram os entorpecentes na vagina e no ânus.

“Nesse momento foi possível perceber pelos agentes penitenciários, grande quantidade de drogas, tanto na genitália das mulheres, como na cavidade anal e eles foram retirados por elas mesmas. Os agentes penitenciários trouxeram até a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, onde foi lavrado o flagrante e ficaram à disposição da justiça”, explicou.

Apesar dos riscos do flagrante, o delegado informa que as mulheres costumam ser coagidas por companheiros ou tentam levar drogas para o presídio para pagar alguma dívida que tem com traficantes.

“Eles (detentos), obrigam de certa forma, a mulher, as companheiras, as namoradas ou às vezes em nenhuma dessas circunstâncias, mas são devedores de drogas que obrigam a terceiros a fazerem esse tipo de transporte para dentro do presídio e com todo o risco de serem presas, como de fato aconteceu, e o importante é que há uma fiscalização, podem surgir situações que a droga passe, mas eu acredito que é muito difícil com a utilização desse mecanismo, que é o Body Scanner”, revela Matheus Souza.

O delegado revelou ainda que as mulheres não aparentaram nenhuma preocupação na delegacia, por acharem que logo estarão em liberdade, mas frisou que o trabalho da DTE continuará sendo feito e agora elas estão fichadas. As mulheres passarão por audiência de custódia.

Como funciona o Body Scanner: um scanner de corpo inteiro é um dispositivo que detecta objetos dentro ou dentro do corpo de uma pessoa para fins de triagem de segurança, sem remover a roupa fisicamente ou fazer contato físico.

Blog Central de Polícia, com informações de Sotero Filho e imagem reprodução.