Medicamentos são descartados de forma criminosa perto de hospitais em Feira de Santana


Sacos contendo centenas de medicamentos foram descartados em um terreno baldio localizada na avenida marginal do Anel de Contorno, bairro 35º BI, em Feira de Santana. As caixas contendo medicamentos estavam em sacos e espalhadas no mato, entre o Motel Stylos e o Hospital Estadual da Criança (HEC)  e chamaram a atenção do radialista Sandro Araújo, que passava pelo local na manhã deste domingo (27).

Não foi possível verificar se os medicamentos estão dentro da validade, mas em nenhuma hipótese poderiam ser descartados em via pública.Entre os medicamentos estão o Glibenclamida, destinado ao tratamento de diabetes; Glucobay, indicado para tratamento de diabetes melito em associação com a dieta; Prazol, indicado para o tratamento e alívio da esofagite e do refluxo gastroesofágico; Clexane, para tratamento da trombose venosa profunda; e Ostrazil, recomendado para o tratamento de sua doença, conhecida como osteoporose.

Descarte inadequado de medicamentos é crime

Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998

É importante destacar ainda que na Lei de Crimes Ambientais, em seu artigo 54, prevê que causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora, é crime com pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa.

Blog Central de Polícia, com informações e fotos de Sandro Araújo.

Mulher com suspeita de parto de risco é ignorada pelo HEC, denuncia mãe


Maria dos Santos, moradora do bairro Ponto Central, em Feira de Santana, acompanhou sua filha Michele Albano, 34 anos, residente no bairro Mangabeira, até o Hospital Estadual da Criança (HEC), referência em partos de alto risco, mas não foram atendidas com a alegação da falta de um exame para detectar o problema e que a maternidade está fechada, segundo a mãe da gestante.

De acordo com Maria, a filha está com 36 semanas de gestação e bateram na porta do hospital, sem sucesso. O setor de partos do HEC segue fechado, denunciou.

“Sabemos que ainda não é hora do parto, mas de ontem pra cá, a barriga dela amoleceu e não temos para onde ir, porque a gente aqui no hospital, de referência, para fazer parto de risco e a maternidade fechada, eu gostaria de saber para onde é nós podemos ir?”, questiona a mãe da gestante. “Aí, quando chega no dia da eleição ‘neguinho’ quer voto, como quer voto se na hora da necessidade fecha a porta?”, acrescentou revoltada.

Ela explicou que não pode ir para o Hospital da Mulher, pois a gestação da filha ainda não completou 38 semanas e nessa situação a competência seria do HEC. “Minha filha está desde domingo sentindo fortes dores, fomos ao Hospital da Mulher, fizemos uma triagem e o hospital indicou aqui (HEC), a barriga dela começou a amolecer e a resposta que tivemos é que a maternidade está fechada”, concluiu.

Após o apelo feito à nossa reportagem, Maria dos Santos comunicou que a filha fará um exame de ultrassom obstétrico no Hospital da Mulher para verificar a situação da gestante.

Nossa reportagem enviou perguntas para a assessoria de comunicação do HEC, mas até o fechamento desta matéria não obteve respostas.

Blog Central de Polícia, com informações de Denivaldo Costa (Rádio Subaé) e imagem ilustração.