Servidor público municipal é indiciado por assédio sexual em Feira de Santana


A delegada Edileuza Suely, titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), informou nesta terça-feira (7), que concluiu o inquérito envolvendo o diretor da Secretaria de Serviços Públicos do município de Feira de Santana, Deodato Peixinho. No dia 14 de outubro do ano passado, Daiane de Jesus Assis, prestou uma queixa contra o servidor municipal, alegando ter sido vítima de assédio no seu primeiro dia de trabalho.

Segundo a delegada, após ouvir a vítima e várias testemunhas, além do próprio acusado, a polícia concluiu pelo indiciamento por assédio sexual. Ainda de acordo com a delegada, todos os depoimentos das testemunhas seviram como embasamento para a conclusão do inquérito.

“Todas as testemunhas foram unânimes em afirmar a prática delituosa e o o acusado negou os fatos, incluisive, registrou ocorrência contra uma das vítimas. Esse crime acontece entre quatro paredes, então é de dificil comprovação em primeiro momento, porém, o depoimento de muitas vitimas e muitas testemunhas não deixou dúvida da existência do fato,dessa pratica delituosa. Os depoimentos são muito parecidose e embora não tenham filmagens, temos algumas provas documentais, por conversa de whatsapp, que corroboram para essa conclusão. Os depoimentos são contundentes e cabe agora a justiça acatar ou não o indiciamento por assédio sexual”, relatou a delegada.

Procurado por nossa reportagem, Deodato Peixinho disse que já acionou seu advogado. Disse ainda que considera o fato como “armação e uma perversidade e falará no momento certo”.

O caso

Um diretor da Secretaria Municipal de Serviços Públicos de Feira de Santana está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), por suspeita de assédio sexual a uma funcionária que seria contratada pela prefeitura.

Em entrevista ao programa Jornal Transamérica com Carlos Geilson, Daiane de Jesus Assis contou que o diretor se aproveitou do momento em que seu marido saiu da sala onde estava sendo apresentada para o primeiro dia de trabalho, e começou a fazer insinuações e em seguida a abraçou excitado. “Ele perguntou se meu marido tinha acesso ao meu Whatsapp e que eu teria que ser desbloqueada. Depois me abraçou excitado”, contou a mulher.

O marido, Sídnei Costa, que também é funcionário da prefeitura disse ao programa de rádio que deixou a sala para atender uma ligação e logo depois a mulher também saiu transtornada. Ele questionou sobre o que aconteceu e ao tomar conhecimento do que teria ocorrido acionou a Polícia Militar, que não conduziu o acusado até a delegacia.

“O Sargento chegou dizendo que era bacharel em Direito e que não tinha como conduzir o diretor até a delegacia, mas ele não leu a lei Maria da Penha, porque a lei é bem clara e só a palavra da mulher por si só já é prova suficiente para conduzir o acusado até a delegacia”, protestou.

Sidnei também reclamou que o diretor também prestou uma queixa logo depois e será ouvido antes pela Polícia Civil. Segundo ele, a mulher foi convocada para uma audiência no próximo dia 22, enquanto o acusado será ouvido no dia 18. “Como é que a vítima será ouvida depois?”, questionou.

Blog Central de Polícia, com informações de Denivaldo Costa e arquivo.

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