Suspeito de assaltos é morto a tiros no Feira IX; ele conduzia uma moto roubada


Um homem ainda não identificado foi morto a tiros na manhã desta quinta-feira (19), na rua I, no conjunto Feira IX, em Feira de Santana. A polícia informou que ele conduzia uma motocicleta, roubada nesta mesma manhã.

Ainda de acordo com a polícia, o suspeito tinha tomado a moto de assalto no conjunto Feira VII, e ao tentar praticar novos crimes quando um desconhecido sacou uma arma e atirou contra ele. A polícia investiga a participação de um comparsa nos assaltos.

“O que foi apurado é que esse indivíduo que veio a óbito no Feira IX teria praticado o roubo de uma motocicleta, mais cedo, no Feira VII, nas proximidades do Parque da Cidade e após o assalto tentou praticar um segundo roubo e a vítima teria reagido e deflagrado disparos, culminando na morte desse assaltante. Ele se encontrava acompanhado de um segundo indivíduo que teria fugado e a gente trabalha no sentido de identificar para instaurar o inquérito da prática do crime de roubo”, informou o delegado Rodolfo Faro.

O dono da motocicleta esteve no local e reconheceu o homem e seu veículo. Ele contou na delegacia que é caminhoneiro, chegou de viagem e foi assaltado quando seguia para casa. “Eu estava indo para casa, deixei o caminhão no centro, peguei a moto e desci e quando parei na esquina para um carro passar vieram os dois elementos, emparelharam e o de trás meteu a arma em cima de mim e levou a moto”, relatou a vítima.

O corpo foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde será feito o reconhecimento.

Blog Central de Polícia, com informações de Sotero Filho e imagem reprodução/redes sociais (matéria atualizada)

Motoristas e entregadores de aplicativos de delivery reclamam de assaltos em Feira de Santana


Durante a pandemia do novo coronavírus foi notado o crescimento do serviço prestado por entregadores de aplicativos de delivery e somado a isso está o crescente número de assaltos a estes profissionais em Feira de Santana.

A informação é de Werley Batista, presidente do Sindicato dos Condutores Autônomos de Aplicativos (SINCAAP-BAHIA), no município. Ele destaca que além dos crimes praticados contra os motoristas de transporte por aplicativo, os motociclistas e ciclistas que atuam no ramo também são alvos dos bandidos.

Embora não tenha números exatos, ele informa que os ciclistas lideram a estatística de vítimas de assaltos na cidade.

Werley ressalta que o serviço prestado através do delivery absorveu um número significativo de pessoas que ficaram desempregadas e há cerca de 800 ciclistas atuando no ramo. “Ciclistas tem sido os principais alvos dos bandidos, mas os moto-entregadores também, principalmente na periferia da cidade”, relata.

O presidente do SINCAAP informa que tem buscado orientar a categoria para prestar queixa, até mesmo em tentativa de assalto, para ajudar a polícia a mapear o crime.

“Preste depoimento na delegacia, aconteceu, se roubou um real seu ou celular ou bem maior, o carro, vá à delegacia, registre o boletim de ocorrência para que a polícia militar tenha informações, possa criar um livro do volume de assaltos em Feira de Santana”, orienta Batista.

Ele informa ainda que de 60 a 80 mulheres também atuam no segmento e bairros como Asa Branca, Limoeiro, Aviário, Viveiros e Mangabeira estão entre os locais mais perigosos, mesmo durante o dia.

Werley Batista diz que através de palestras busca orientar os profissionais que trabalham por aplicativo a prestarem queixa e já manteve contato com a Polícia Militar para atuar no combate aos assaltos.

Motorista de aplicativo

Além dos entregadores, motoristas de aplicativo temem pela falta de segurança na cidade e alguns tem deixado de trabalhar de noite, como Carlos Vinícius, 44 anos, que atua no ramo há cerca de um ano e já foi vítima de assalto.

“Há carca de 20 a 30 dias eu fui assaltado, fui atender um chamado e era para terceiros, o passageiro entrou no carro e iniciei a corrida normalmente e no meio do percurso eles me pegaram pelo pescoço, colocaram a arma na minha cabeça, anunciaram o assalto e aí levaram meu celular, dinheiro, me ameaçaram bastante, porque o que eu tinha eles acharam pouco, revistaram o carro inteiro. Enfim, a partir daquele momento eu me sinto muito inseguro para trabalhar, não estou trabalhando mais à noite e hoje estou trabalhando até no máximo seis horas (noite). Antes de sair de casa peço proteção a Deus”, relatou Carlos.

Blog Central de Polícia, com informações de Denivaldo Costa e imagem ilustração.